Aproximei-me da ala espiritual que abrigava espíritos desencarnados que ainda passavam pelo processo de aceitação de suas condições. Chamou-me a atenção um irmãozinho desencarnado há décadas, que ainda sofria pelos atos adquiridos em sua última passagem pelo físico.
Ele era olhado pelos Irmãos da Luz, que lhe dispensavam cuidados especiais, pelo fato de sua consciência não lhe dar tranquilidade. Era levado constantemente ao centro de reabilitação, isoladamente, onde recebia ajuda através de conversas com dois psicólogos espirituais. Sua condição era extrema ao sofrimento, e seu desejo de perdão, principalmente a si mesmo, era demorado, devido à sua não aceitação de si próprio.
Naquela ocasião, acompanhei-o até os Irmãos da Luz, que o recebiam com amor fraternal, cumprindo suas tarefas. Sentei-me um pouco distante e observei-o falar. Depois de algum tempo, permitiram que eu me aproximasse para ouvir suas explicações.
Dizia ele:
“Minha mente está repleta dos atos que cometi em minha inconsciência espiritual, enquanto estive no físico. Eu não tinha noção da existência deste mundo. Para mim, existia apenas o físico. Jamais busquei algo parecido em minha vida terrena. Meus desejos eram voltados apenas às conquistas físicas, a ponto de eu prejudicar outras pessoas para conquistar meus sonhos. Prejudiquei um querido irmão, em especial. Já obtive seu perdão, assim como o de outros. Alguns já até reencarnaram e foram seguir suas jornadas. Mas eu não consigo seguir a minha, porque não consigo me ver como merecedor do meu perdão pessoal.
Sinto que devo pagar por tudo o que fiz. Esses dois Irmãos da Luz tentam constantemente me explicar e me mostrar o rumo que devo prosseguir, mas não me sinto digno de continuar. Sei que não posso permanecer nesse estado para sempre; porém, minha luta interna é muito grande.”
Ele curvou a cabeça e deixou algumas lágrimas lhe escorrerem dos olhos. Possuía certa emoção consigo mesmo que lhe feria o coração.
Um dos Irmãos ao lado disse:
“Recebemos aqui outros irmãozinhos nessa mesma condição: a de uma consciência repleta de remorsos que os levam à dor interna. Sabemos que todo esse processo tem um tempo de recuperação, e que todos eles têm seus tempos pessoais para que isso aconteça. Porém, no tempo do Criador, este irmão deve reencarnar em breve. E nós tentamos amenizar seu sofrimento, para que ele retorne ao físico com o mínimo desse sentimento que o consome.”
Eu o olhava penalizado e até com certa preocupação, imaginando como poderia ser sua nova vida terrena caso retornasse ao físico em uma nova encarnação naquele estado. Permaneci em silêncio e apenas ouvi um dos Irmãos da Luz prosseguir com suas palavras:
“Muitos chegam aqui nesse estado: conduzidos pelo sofrimento e pela agonia pessoal de seus atos. Eles não se aceitam, mesmo já tendo sido perdoados por aqueles a quem prejudicaram. Suas dificuldades são pessoais. Sabemos que o mundo carnal encanta; já estivemos lá. Porém, hoje, no físico, existem muitas formas de se aproximar da espiritualidade, e isso parece ajudar o encarnado a buscar o conhecimento.
Mas vemos muitos fazendo isso de forma equivocada, pois buscam sua evolução, mesmo que inconscientes dessa necessidade, voltados aos seus interesses físicos. Associam os dois mundos ao merecimento: se buscam a espiritualidade, sua vida deve melhorar. Sabemos que isso pode acontecer, até pela energia que passam a receber. Mas o que deve melhorar não é o físico, e sim seus estados de consciência.”
Eu permaneci calado. O que mais eu poderia falar? Apenas olhei novamente para aquele irmãozinho que nos ouvia, cabisbaixo, e participei da oração final.
Trago esta mensagem para que todos observem a si mesmos. Limpem-se de seus atos errados e permitam que a verdadeira conduta espiritual faça parte de seus dias.
Sejas humilde por toda tua vida,
AGNALDO SILVEIRA
Psicografado pelo médium Cláudio Delbiagi
Pelo Espírito de Agnaldo Silveira
22/7/2026
Ele era olhado pelos Irmãos da Luz, que lhe dispensavam cuidados especiais, pelo fato de sua consciência não lhe dar tranquilidade. Era levado constantemente ao centro de reabilitação, isoladamente, onde recebia ajuda através de conversas com dois psicólogos espirituais. Sua condição era extrema ao sofrimento, e seu desejo de perdão, principalmente a si mesmo, era demorado, devido à sua não aceitação de si próprio.
Naquela ocasião, acompanhei-o até os Irmãos da Luz, que o recebiam com amor fraternal, cumprindo suas tarefas. Sentei-me um pouco distante e observei-o falar. Depois de algum tempo, permitiram que eu me aproximasse para ouvir suas explicações.
Dizia ele:
“Minha mente está repleta dos atos que cometi em minha inconsciência espiritual, enquanto estive no físico. Eu não tinha noção da existência deste mundo. Para mim, existia apenas o físico. Jamais busquei algo parecido em minha vida terrena. Meus desejos eram voltados apenas às conquistas físicas, a ponto de eu prejudicar outras pessoas para conquistar meus sonhos. Prejudiquei um querido irmão, em especial. Já obtive seu perdão, assim como o de outros. Alguns já até reencarnaram e foram seguir suas jornadas. Mas eu não consigo seguir a minha, porque não consigo me ver como merecedor do meu perdão pessoal.
Sinto que devo pagar por tudo o que fiz. Esses dois Irmãos da Luz tentam constantemente me explicar e me mostrar o rumo que devo prosseguir, mas não me sinto digno de continuar. Sei que não posso permanecer nesse estado para sempre; porém, minha luta interna é muito grande.”
Ele curvou a cabeça e deixou algumas lágrimas lhe escorrerem dos olhos. Possuía certa emoção consigo mesmo que lhe feria o coração.
Um dos Irmãos ao lado disse:
“Recebemos aqui outros irmãozinhos nessa mesma condição: a de uma consciência repleta de remorsos que os levam à dor interna. Sabemos que todo esse processo tem um tempo de recuperação, e que todos eles têm seus tempos pessoais para que isso aconteça. Porém, no tempo do Criador, este irmão deve reencarnar em breve. E nós tentamos amenizar seu sofrimento, para que ele retorne ao físico com o mínimo desse sentimento que o consome.”
Eu o olhava penalizado e até com certa preocupação, imaginando como poderia ser sua nova vida terrena caso retornasse ao físico em uma nova encarnação naquele estado. Permaneci em silêncio e apenas ouvi um dos Irmãos da Luz prosseguir com suas palavras:
“Muitos chegam aqui nesse estado: conduzidos pelo sofrimento e pela agonia pessoal de seus atos. Eles não se aceitam, mesmo já tendo sido perdoados por aqueles a quem prejudicaram. Suas dificuldades são pessoais. Sabemos que o mundo carnal encanta; já estivemos lá. Porém, hoje, no físico, existem muitas formas de se aproximar da espiritualidade, e isso parece ajudar o encarnado a buscar o conhecimento.
Mas vemos muitos fazendo isso de forma equivocada, pois buscam sua evolução, mesmo que inconscientes dessa necessidade, voltados aos seus interesses físicos. Associam os dois mundos ao merecimento: se buscam a espiritualidade, sua vida deve melhorar. Sabemos que isso pode acontecer, até pela energia que passam a receber. Mas o que deve melhorar não é o físico, e sim seus estados de consciência.”
Eu permaneci calado. O que mais eu poderia falar? Apenas olhei novamente para aquele irmãozinho que nos ouvia, cabisbaixo, e participei da oração final.
Trago esta mensagem para que todos observem a si mesmos. Limpem-se de seus atos errados e permitam que a verdadeira conduta espiritual faça parte de seus dias.
Sejas humilde por toda tua vida,
AGNALDO SILVEIRA
Psicografado pelo médium Cláudio Delbiagi
Pelo Espírito de Agnaldo Silveira
22/7/2026
Centro Espírita no Ipiranga - SP
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