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26 novembro 2025

Tudo é vaidade: Reflexão sobre a caminhada física e espiritual

Tome estas palavras como sendo fiéis ao seu crescimento.

Entrego-me às palavras do Pregador: tudo é vaidade. Os dias carnais, as tribulações e as glórias, tudo é vaidade. As conquistas e as consciências, tudo também é vaidade. Essa frequência vaidosa faz parte deste globo, desta Era, seja no mundo invisível ou visível, porque até mesmo os espíritos da Luz têm vaidade. Sem exceção: tu, eu... ela faz parte dos aprendizados para nossos adiamentos.

Porém, como em tudo, há exageros e não exageros. Cega-se o homem na tentativa de querer destruir seu irmão ao lado. Apenas por desejar impor seus desejos, promove palavras perversas, inflando seu ego e alimentando sua vaidade. Pobre ser encarnado, não sabe o que faz. Porém, arderá seu espírito em remorso no dia da sua chegada à morada eterna. A ti, eleva teus pensamentos ao Criador e deixa tua compaixão exalar ao teu perseguidor o teu perdão. Assim, tu te elevarás a ti mesmo em teus dias, e aquele que te atormenta o espírito verá tua glória e, isento de forças, não permanecerá ao teu lado.

A vaidade coloca muitos em seus devidos caminhos, pois, à sua percepção no dia a dia, o irmão corrige-se, busca o melhor para suas condutas e enxerga seu irmão ao lado com amor, e não com desavenças. Porque a discórdia não é de Deus. E aquele que a promove é fonte viva dessa amarga vaidade e será jogado fora. Às palavras do Mestre em "amarmos uns aos outros" e as palavras do Pregador, "vaidade é correr atrás do vento", é muito claro o Verdadeiro Caminho a seguir. Porém, respeitado o livre-arbítrio, muitos tomam o rumo incerto.

Palavras destroem... e palavras constroem. O amor constrói. A vaidade destrói. O Criador a tudo vê. Cristo é o único Mestre que te orienta e te deixa o exemplo de como seguir. Fora isso, tudo é vaidade. Vigia-te os pensamentos, as tuas ações e as palavras. Tua condenação está em tua boca, e tua absolvição em teu coração.

Porém, tua consciência viverá em corda bamba por décadas e décadas, porque a energia da vida material sustenta teu próprio espírito, incluso nos ciclos reencarnatórios. Se minhas palavras confundem teus pensamentos, digo-te que a preguiça também é uma das vaidades deste mundo.

Se as palavras deixadas a ti vêm de encontro ao teu coração, busque a tua verdade; porém, não carregues ninguém contigo, porque esta é a tua insegurança. E sentir-se inseguro também é vaidade. Não será fácil tua caminhada; porém, não te preocupes com isso, isto também será vaidade. Fecha teus olhos, ore em silêncio.

Ore em silêncio por aqueles que te molestarão nesse caminho, porque eles farão isso de qualquer jeito e farão de coração. Ore em silêncio por aqueles a quem Deus te deu em amor, e eu sei que tu os amas de todo teu coração; permaneça nessa vibração. Ore por aqueles que te trarão palavras ofensivas; estes, verdadeiramente, são a vaidade. Porém, mesmo assim, escute-os; não seja vaidoso como eles serão à tua frente.

Muitas vezes, é chegado o momento de crescer, e muitas vezes esse crescimento é recuar; isso também te fará crescer. Deixe outros falarem, deixe outros fazerem. Eles terão a parte deles também. Porém, os exemplos a seguir estarão ao teu lado, e os exemplos a "não seguir" também estarão ao teu lado.

Tu és luz, então sejas Luz.  
Tu és amor, então sejas amor.  
Tu és perdão, então perdoe.  
Permaneça no teu caminho.  
Livre-se da vaidade. 

Afinal, como disse o velho Pregador, vaidade é correr atrás do vento.

Sejas humilde por toda tua vida,
AGNALDO SILVEIRA
 
Psicografado pelo médium Cláudio Delbiagi
Pelo Espírito de Agnaldo Silveira
28/11/2025
 
Colônia Fraternal Bom Jesus
Centro Espírita no Ipiranga - SP
Você é nosso convidado. Venha conhecer!

12 novembro 2025

Compreendendo a jornada espiritual: Oportunidades de mudança e transformação no plano físico

Desci ao plano da matéria e recebi minha querida filha, a quem tanto amo. Logo, nos encaminhamos para o astral superior a seu pedido.

"Leva-me ao meu jardim."

Sua consciência, dessa vez, não estava voltada à matéria; ela havia atingido uma certa amplitude devido a alguns acontecimentos terrenos. Conseguia compreender-se a si mesma, em seus erros e acertos. Três noites atrás, havia sido levada por seu protetor à sala das vidas, ou da roda das vidas, como muitos aqui chamam. Ali, assistiu a vidas e vidas, em seu merecimento, onde pôde atingir certa compreensão.

Todo seu sofrimento do outro dia deu-lhe o merecimento em conforto de poder entender sua história. Seus erros da vida atual mostraram-lhe que eram apenas falhas cometidas por quem passa pelo mundo dos encarnados e que todos têm a mesma oportunidade de mudança e transformação, quando assim se deseja ter. Suas vidas lhe mostraram que ela era muito maior que tudo aquilo que havia deixado de lado.

Sua consciência mostrava-lhe que não valia a pena deixar para futuras vidas a resolução de suas faltas. Mas ainda não tinha muita força para resolvê-las no presente. Estava na sua jornada, com erros e acertos, e, após toda sua leitura por suas vidas, algo havia sido plantado em seu íntimo. Muitas vezes, até mesmo inconsciente em sua mente carnal, mas vivificada em seu interior, e isso era o que lhe daria visão para seguir seu crescimento.

Chegamos à entrada daquele mesmo jardim que muitos passam no astral. Seu aroma e as mesmas flores coloriam nossas visões. Nos aproximamos de um pequeno banco e ali conversamos por horas e horas.

Dizia ela:

"Jamais poderia imaginar que, após tanto estudar e buscar o conhecimento, ainda cometemos falhas no campo terreno. Me impressiona o poder da energia física e toda sua influência em nossas vidas. Nossa consciência fica à disposição de todos os desejos e sentimentos terrenos, e isso nos afasta da energia espiritual. Aqui, tudo é mais leve."

Entre uma fala e outra, ela sentia sua realidade em essência. Posicionava-se em seu devido lugar e, ao voltar à sua vibração terrena, mesmo ali, sua mente lhe dava certo sofrimento, e até seu semblante mudava.

Prosseguiu:

"Sei que, para me libertar de todos esses desafios físicos que vão ao destino desta vida atual, preciso aceitar e passar por tudo que devo passar. Porém, vejo-me criando circunstâncias para me convencer de que posso trilhar outro rumo, onde, mesmo assim, vou vencer meus resgates. Parece que me engano nas decisões carnais e até mesmo me convenço de que estou fazendo o certo... Como é forte essa energia de engano do mundo físico."

Eu apenas a sustentava para que ela pudesse se conectar com sua essência e talvez fixar em seu corpo astral alguma coisa que a levasse àquela consciência na mente física. Era nítido o que ela vivia em espírito. Gigante em Espiritualidade, com uma história única e pura por vidas e vidas. Conquistou carmas como qualquer outro espírito, e perdia-se, praticamente pela primeira vez, numa passagem pelo físico. Sim, pela primeira vez. E era isso que me colocava todos os dias em preocupação com minha querida filha.

Porque, antes de seu encarne nesta vida, suas escolhas reencarnatórias foram perfeitas, e nossa alegria com seu retorno ao físico nos deu certa tranquilidade de que tudo daria certo, pois muitos outros estavam ligados à sua história. Porém, a energia dos seus resgates havia lhe dominado de certa forma, que sua mente carnal havia se envolvido mais com o físico do que com sua própria história.

Confusões e certezas fariam parte da sua jornada, e as incertezas seriam o que mais lhe daria um caminho incerto. Ela ainda ia se perder, se achar e retornar à sua velha forma de pensar. Ainda iria vencer seus devaneios imperceptíveis que vivia, porque a força do seu espírito é algo pouco visto no mundo espiritual. Sua luz interna é capaz de transformar mentes apenas num reflexo, e sua capacidade de amar deveria ser um exemplo para quem fosse.

Deixei-a expressar todos os seus sentimentos, assim ela retornaria mais leve para o físico. Doía-me não poder ajudá-la a mostrar sua verdade absoluta, para que, quando ela voltasse às suas lutas terrenas, retomasse seus verdadeiros sentimentos e pudesse ter uma vida carnal com tranquilidade.

Eu não podia fazer aquilo. Ela deveria descobrir por si mesma toda sua verdade. Ainda iria passar por alguns atalhos dolorosos em seu coração, que ela mesma havia criado. Mas teria ao seu lado os mesmos Irmãos da Luz que sempre lhe acompanharam de vidas em vidas, inclusive eu, com todo o meu amor.

Sejas humilde por toda tua vida,
AGNALDO SILVEIRA
 
Psicografado pelo médium Cláudio Delbiagi
Pelo Espírito de Agnaldo Silveira
12/11/2025
 
Colônia Fraternal Bom Jesus
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05 novembro 2025

O desafio da consciência carnal: Escolhas físicas errôneas que se desviam do caminho e missão espiritual

Inesperadamente, fui chamado a uma das salas espirituais do nosso Lar, onde pude encontrar um grande espírito encarnado, que estava ali em desdobramento, a me receber com seus sentimentos. Ele havia sido levado em espírito por dois irmãos da Luz, que o acompanhavam no físico. Seu espírito, em ampla consciência, deixou seu corpo naquela noite, vindo em busca de ajuda.

Assim que entrei na sala, aproximei-me, sentei-me à sua frente e logo aquele espírito me estendeu suas mãos. Seu choro dominou seus sentidos, e eu pude ver todo um arrependimento. Aquele espírito à minha frente era de fundamental importância para minha própria continuidade em minhas tarefas.

Eu, particularmente, havia me retirado em meditação por dias e dias após seu físico ter se distanciado do seu próprio rumo. Segurei suas mãos firmemente, como a lhe passar segurança, sendo que eu mesmo havia precisado disso há semanas atrás, em contagem terrena. Enfim, ali estávamos e ele precisava falar, se justificar ou até mesmo desabafar as dificuldades de uma mente carnal. Coloquei, imerso em um amor muito grande por ele, minhas mãos sobre sua cabeça e lhe dei um bálsamo de tranquilidade para aliviar seu sofrimento. Permanecemos em silêncio, e logo pedi para que ele se pronunciasse sobre aquilo que precisasse.

Dizia aquele espírito:

"Impressiona-me como minha mente carnal me coloca como certa de minhas razões, e só posso perceber isso aqui, em espírito. Confundo-me a todo momento, no físico, com sentimentos que, em muitas vidas passadas, me deram a mesma confusão, e me deixo levar por isso, como sempre o fiz anteriormente. Todas as noites estou aqui, em nosso Lar, na verdade de minha consciência. Porém, quando retorno ao sono terreno, na vida diária, volto inconsciente de minha verdade e retorno à minha realidade física.

Somente aqui percebo as diferenças entre as duas condições que vivo. Tenho certezas físicas que aqui são desfeitas. Tenho sentimentos físicos que aqui percebo que são cármicos. E eu não consigo encarar isso no mundo carnal, porque existem dentro de mim sentimentos e considerações que me afastam daquilo que eu jamais poderia me afastar.

Acabo criando outras situações, sempre físicas, que me ocupam o tempo e me convencem, em físico, de que estou no caminho certo. Sofro, diariamente, em espírito, pelo fato de minha consciência carnal já ter decidido abandonar resgates e se convencer de que resolverá algumas situações na próxima vida ou em vidas vindouras. Isso é terrivelmente um retrocesso em que me encontro, pois minha consciência aqui na Espiritualidade jamais foi desta maneira. Todas as noites, em espírito, procuro pedir perdão por tudo o que fiz e faço em físico. Minha consciência física, hoje, nesta minha vida atual, está inserida em uma energia errônea que eu mesma criei por minhas próprias condutas carnais. E eu não consigo me desvencilhar disso."

Suas lágrimas corriam face abaixo. Seu sofrimento consigo mesmo não permitia que continuasse com seu desabafo. Ele prosseguiu, após recuperar-se:

"Já tive algumas oportunidades para recuperar minha história espiritual, mas minha consciência física não me permite concretizar o que devo, e crio carmas. O que mais dói em mim mesma é que aceito criar esses carmas e resolver depois."

Novamente, aquele espírito, gigante em suas histórias de vidas em vidas, permitiu que mais lágrimas escorressem por sua face. Mais um instante de pausa. Eu olhava, penalizado, como um espírito se perde nas ilusões mundanas. Prosseguiu:

"Hoje, destruí minha história e, ainda por cima, me convenci de que depois resolvo isso. Tudo para viver em um físico como deseja minha mente carnal. Uma razão física que me destrói a história espiritual."

Eu permanecia em silêncio. Tinha muitas coisas a lhe dizer, mas, ao mesmo tempo, nada eu tinha para lhe falar, pois ele mesmo havia dito tudo.

Como a um filho, como já o foi, aquele espírito à minha frente havia se convencido de sua verdade no físico e jamais encontraria consigo mesmo em sua essência, porque havia se afastado daquilo que jamais poderia ter se afastado. E jamais teria a humildade de reconhecer o que precisava. O que mais me doía, naquele dia, era o fato de saber que a vida física iria responder a tudo isso, e futuramente sua consciência carnal iria lhe dar a sabedoria das suas atitudes. Algumas consequências seriam muito dolorosas, mas ele pensava que poderia suportar tudo isso, mesmo não sabendo o que viria pela frente.

Sua dor momentânea, em espírito, era apenas um décimo do que seu físico iria lhe proporcionar. Mesmo assim, eu o via permanecendo em seus erros, repletos de uma razão assertiva, apenas no plano físico. Culparia todo o entorno e não enxergaria as coisas com olhos espirituais; o físico lhe cegaria as emoções.

Eu, impossibilitado de qualquer ajuda, pois ele mesmo já tinha em sua mente sua própria solução, entristeci-me nos últimos tempos por toda essa incapacidade de auxílio a quem é uma das existências, seja como espírito ou matéria, que mais amo em toda minha história. 

Minhas lágrimas também participaram daquele encontro, porém lágrimas de não saber o que mais fazer para ajudar aquela história a voltar à sua normalidade.

Eu não poderia ajudar a quem já havia decidido por si mesmo.  
Eu não poderia ajudar em respeito ao livre-arbítrio que todos têm direito.  
Eu não poderia ajudar quem já havia decidido resolver sua história nas próximas vidas.  
Eu, no meu mais puro e sincero amor, poderia apenas fazer minhas preces, emanar luz de consciência e torcer para que utilizasse sua livre escolha para seu próprio bem, não contra si mesmo.

Sejas humilde por toda tua vida,
AGNALDO SILVEIRA
 
Psicografado pelo médium Cláudio Delbiagi
Pelo Espírito de Agnaldo Silveira
5/11/2025

 

Colônia Fraternal Bom Jesus
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29 outubro 2025

Santificado pelo homem, humilde e simples pelo mundo espiritual

"Acorde... levante teu espírito." - Disse eu.

"Ao clarear do Sol, te levarei ao teu portal reluzente. Aquele mesmo que, há milênios, te trouxe a esta Orbe, onde teve início tuas missões terrenas. Fecharás teus olhos e serás guiado pelas minhas palavras. Verás o que jamais viste, sentirás o que jamais sentiste e saberás o que nunca soubeste. Iremos somente nós, e em tuas lembranças te recordarás, em teu merecimento, durante tua vida terrena. Saiba, agora, que 'elos' quebrados não dão vida, e a força da natureza justa não se realiza. Tudo ao seu tempo.

Meu único e amado Irmão da Luz, incomparável a qualquer outro em meu sentimento, dele vem meu crescimento. Saiu do seu corpo e logo atingimos o campo astral, um longínquo campo astral. Para nossos espíritos, estávamos retornando a um passado distante, e para o físico era apenas um sonho.

De toda forma, lá estávamos. Pousamos nossos olhares nos velhos e costumeiros vilarejos, levitando até um imenso castelo espiritual, onde, no campo terreno, era uma imensa igreja. Descemos por entre paredes físicas e espirituais, simultaneamente, e logo nos encontramos com o corpo material do Santificado, perpetuado.

Assim é no mundo terreno, Santificado, e apenas mais um Ser de Luz do mundo espiritual. Venerado, amado e desconhecido em sua Verdade Cósmica para o mundo físico. Porque muitos não sabem e não creem no chamado 'improvável'. E, ali, seu corpo fora guardado eternamente, onde muitos derramavam suas lágrimas e depositavam suas esperanças em uma crença cega. E nós, naquele frio e escuro local terreno, recebemos aquela Santidade em espírito, assim como estávamos."

Sua Luz ofuscaria qualquer visão, e para nós trouxe um alívio inexplicável. Inexplicável porque ali tudo era inexplicável; tudo era movido pela fé, pelo invisível. Maravilhosamente, estávamos de volta ao Castelo Espiritual. Uma fronteira entre o desconhecido e o costumeiro. Gigante por sua magnitude, dourado por sua essência. Contornos violetas por seu poder. Não um poder de força, mas por pertencer à vibração Cósmica. Estávamos de volta a um sentimento verdadeiro e eterno, como se tivéssemos voltado para nossa essência, a nossa casa.

Passamos por sentinelas, espíritos de alta elevação que jamais provaram do físico e que cumprem suas missões muito além do conhecido amor. Cruzamos um aromático jardim, colorido por sua esplêndida natureza, e atravessamos uma ponte sustentada por um refrescante riacho que fortalecia sua beleza.

Logo, encontramos muitos grupos divididos em números de sete e onze que, sentados em círculos, tonificavam a cor violeta, emanando de suas cabeças ao universo, unidas ao Divino.

Um silêncio absoluto. Um cenário impensável à mente carnal. Ao fundo, fomos levados por mensageiros que circulavam por ali a todo instante a um pequeno altar dentro de uma espécie de igrejinha; não pude perceber exatamente o que era. Ali, nos aconchegando, recebemos a visita de um senhor muito simples, trajado apenas com uma túnica branca e um cajado em sua mão.

Sorrindo, nos disse:

"Poucos são chamados, porque poucos veem de coração. Poucos são chamados, porque poucos entendem o verdadeiro significado. Muitos vieram, e ainda virão, e poucos encontrarão o verdadeiro reino."

Ao falar, fui envolvido por uma Luz que ofuscou nossos olhos. Nunca havia presenciado tal energia. Ainda busco palavras para traduzir para o papel.

Prosseguiu:

"Tenho conhecimento da ciência dos poucos que passarão por aqui. Porque muitos vêm em nome do Senhor, e poucos lhe dão seus corações. Porque em cada canto do Universo, alguns têm seus nomes nas árvores frutíferas. Estes edificarão o amor, enquanto outros que aqui chegam destroem o verdadeiro amor. Estes edificarão conhecimentos, levando aos que lhes são iguais o mesmo saber, enquanto outros que aqui chegam não honram o que lhes vai em sabedoria. Estes edificarão vibrações, porque eles são vibrações adequadas para a sustentação da humanidade, e outros apenas verão tudo sentados em suas ignorâncias.

Unidos à energia do céu e à vibração do solo, é criada uma egregora onde os poucos merecedores são selados com a purificação de vossas almas; apenas estes. Os outros, até mesmo inconscientes, farão de tudo para que os poucos aqui não estejam. De uma forma ou outra, tudo é observado, e grande responsabilidade passa a existir, dessa vez, para todos. Cada um naquilo que plantou."

O Senhorzinho, de túnicas brancas e cajado nas mãos, levantou-se e, postando-se à nossa frente, continuou:

"Este é meu símbolo" — nos esticou seu cajado — "... a cada um tome sua própria cruz e realize suas missões. Porque elas pertencem adequadamente aos seus benfeitores. Não pises em solos sagrados para destruir seus significados. Purifique-se em teu espírito. Purifique tuas palavras e tuas atitudes. E aí sim busque tua jornada."

Ele virou-se e se retirou. Suas palavras haviam sido amorosas; porém, meu amado irmãozinho e eu não tínhamos compreendido de imediato seus significados. Subitamente, sem que percebêssemos, estávamos de volta ao dormente corpo Santificado. Olhamos com mais nitidez e notamos que o senhorzinho que nos havia dado suas palavras era o Santificado, em sua própria imagem de espírito. Não estava sentado em tronos ou com coroa de ouro na cabeça. Não pertencia a Reinos Sagrados, vendidos pelo homem como milagreiro. Sua energia era sustentadora de todo um trecho do físico, e seu poder nada mais era que a força da humildade. Muitos o tinham como o Santo capaz de realizar prodígios, e seu maior ensinamento era a simplicidade de coração. Assim, fizemos o caminho de volta, e meu irmãozinho, pelo fato de estar ali em desdobramento, já adormecia devido à conexão com o físico. Levamo-lo até seu veículo terreno e retornamos ao nosso lar.

Sejas humilde por toda tua vida,
AGNALDO SILVEIRA

Psicografado pelo médium Cláudio Delbiagi
Pelo Espírito de Agnaldo Silveira
29/10/2025


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22 outubro 2025

Sejas humilde: A humildade como essência da vida espiritual

A humildade está dentro do teu coração. Está no teu semblante, no teu sorriso e não no teu silêncio perante o mundo. Está no teu gesto de amor com teu próximo. Ser humilde não é doar teus valores ou bens aos outros; é doar-se de coração apenas por doar-se. Ser humilde não é usar roupas simples ou velhas, andar de chinelos ao invés de um lindo calçado. Ser humilde é reflexo do teu interior e dos teus pensamentos, do teu modo de ser, no trato com teu irmão ao lado. Ser humilde é ser gentil, não ter soberba, não ter arrogância. É saber falar com amor sem se colocar acima de ninguém. Humildade é a compreensão exata de toda a Verdade, seja ela física ou não. Ela nasce em cada espírito, se perde nas vidas terrenas e renasce com as idas e vindas ao plano carnal. Nas lutas, nos resgates, na dor e até mesmo na alegria, ela ressurge e transforma qualquer espírito disposto à mudança.

Onde não há amor, não há humildade. Onde há brutalidade, não há formosura. Onde há aspereza, não há graciosidade. Sejam isso: graciosos, formosos e amorosos. A delicadeza é dada pelo amor. A compaixão é dada pelo amor. A graça é dada pelo amor. Sem amor, não há humildade. Sem o verdadeiro amor, não há humildade. Sem o amor fraternal entre irmãos, não existe humildade. Ela mora no afeto, no carinho, na amizade e na benevolência, na generosidade e na caridade. A humildade está no amor sincero ao próximo, no desejo incondicional de ajudar a quem for. Humilde não é pensar ser humilde; é apenas ser humilde. Ela está nos teus atos de coração, não em atos voltados ao desejo pessoal. É compreensão, aceitação e evolução. É consciência, afeição e elevação. O enriquecimento espiritual leva à humildade. O adiantamento moral leva à humildade. O desenvolvimento espiritual conduz à humildade.

Porque o crescimento dá a sabedoria, e nessa ciência observa-se que ninguém é mais que ninguém. Percebe-se que todos estão numa faixa de fortalecimento iguais entre si. Uns à frente, outros mais atrás, e um precisa do outro; caso contrário, não estariam neste Globo. Ser humilde é entender que tu não és mais que o maldoso, o pobre de espírito e o mal-intencionado; isto é apenas um estado de consciência.

Sejas humilde para entender que tu és como todos.

Sejas humilde ao acordar e ao deitar-se, todos os teus dias.

Sejas humilde todos os teus instantes, em todas as tuas alegrias e tuas dores.

Sejas humilde por toda a tua vida.

AGNALDO SILVEIRA

Psicografado pelo médium Cláudio Delbiagi
Pelo Espírito de Agnaldo Silveira
22/10/2025

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15 outubro 2025

A capacidade de alcançar o amor e o perdão através da essência espiritual

Caminhava, eu, pelo desconhecido. Não sabia ao certo se meu espírito havia retornado há tempos passados ou qualquer situação semelhante. Tentei me encontrar entre um povoado e outro. Tudo era igual ao de tempos atrás. Minha intuição me mostrava que meus sentimentos haviam regressado em dolorosas memórias, e meu tempo de existência era o mais atual possível.

Senti uma mistura de amor com medo. Sim, pela primeira vez em minha condição de espírito, experimentei o medo. Não era um temor de algo astral ou qualquer situação no mundo escuro, era um temor interno onde eu não encontrava nenhuma saída para meu sofrimento. E não era um sofrimento doloroso; era uma mistura de perda eterna com algo sem nenhuma solução.

Permaneci por entre aquelas vielas, tentando achar, no tempo das existências, alguma forma de poder voltar mais ainda naquele tempo. E, cada vez que eu queria retornar na história, meus sentidos me colocavam à frente, num futuro vazio.

Avistei uma pequena igrejinha e, ao entrar nela, sentei-me no primeiro banco que vi. Seu aspecto lembrava-me Jerusalém, onde a conheci apenas em espírito. Ali, estava eu também em espírito; porém, ouvi o cântico de três formosas freiras entoando suas preces em forma de coral, e ao fundo um órgão lhes dava o tom.

Lembrei-me de alguns cânticos gregorianos que já havia ouvido, e logo uma delas percebeu minha presença. Possivelmente, tinha seus canais abertos e, assim, sorriu-me como a receber-me em seu espetáculo pessoal.

Eu me ajoelhei em frente ao banco e, fechando meus olhos, permiti que aquele cântico dominasse meus sentidos. Quando voltei a mim, notei que as três se retiravam altar adentro. Uma delas ainda olhou para trás e despediu-se sorrindo. Eu não sabia bem ao certo o que estava fazendo ali; apenas sei que o bem-estar que me foi proporcionado foi magnífico.

Logo, notei que, por entre os pilares que ali cercavam, mostrou-se um espírito. Enfim, alguém na mesma condição que eu. Ele aproximou-se, ajoelhou-se ao meu lado e fechou os olhos. Fez uma linda prece e silenciou-se, recuando ao banco atrás.

Eu o acompanhei. Dizia ele:

"Os cristais se quebram, mas sua energia permanece intocável. Sua essência não se rompe como seu físico. Ela apenas se ofusca, mas permanece intacta."

Aquelas palavras mostraram exatamente meus sentimentos. Meus olhos marejaram, e notei que aquele espírito havia se retirado. Levantei, fiz o sinal da cruz para a Santíssima Imagem do altar e me retirei.

Na porta, outros dois irmãos da Luz me aguardavam. Caminhamos pelo lado de fora, e logo me foi mostrada toda a verdade que partiria meu coração. Espíritos desistem de si mesmos porque sempre se confundem em seus sentimentos. O sono da vida terrena traz certo perigo para os espíritos que nela chegam. Porém, tudo continua e sempre há a possibilidade de reconhecimento.

Olhei pela última vez para dentro da igrejinha, antes de partir, e um maior sentimento me dominou: o perdão. Se todos entendessem o seu verdadeiro significado, os tempos seriam outros.

Meus dois irmãos da Luz eram dois alicerces que eu tinha no mundo iluminado. Eles carregavam livros espirituais com muitas páginas a serem escritas. Textos a serem redigidos, e toda aquela energia de onde estávamos era o que todos eles precisavam para cumprir suas obras.

Eu estaria com eles o tempo todo, e nós, juntos, estaríamos redescobrindo que todo cristal é inquebrável. Nossas decepções, que nos davam aquela dor, seriam transformadas em alegrias. Porque o tempo passaria, e o perdão é capaz de retornar para dentro daquela pedra preciosa todo o amor que a envolvia por muitos séculos.

Quem quer mudar consegue. Quem quer abandonar velhos hábitos pode fazê-lo. Ninguém é escravo dos seus costumes. Mesmo que tu estejas trincado por fora, tua essência ainda é digna do teu brilho. Seja um novo cristal a cada dia, mas seja de verdade.

Dali, continuamos a nossa jornada...

Seja humilde por toda tua vida,
AGNALDO SILVEIRA

Psicografado pelo médium Cláudio Delbiagi
Pelo Espírito de Agnaldo Silveira
15/10/2025
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